Como muitos candidatos Petistas que pediram ajuda do ex- presidente Lula – e futuro presidiário – em suas campanhas, Dagmauro também cai junto a onde vermelha, Dagmauro não soube reconhecer a escolha errada que fez em convidar Lula para ajudar-lo, por isso, sua queda. pelo fato de não ter doações de empresas e com a imagem ligada personagens e grandes nomes ligados a escândalos de corrupção, má gestão e desemprego, legenda de Dilma e Lula sai das eleições municipais como a maior derrotada
Na primeira eleição municipal em que os candidatos não puderam contar com doações de empresas, e para a qual dispuseram de apenas 35 dias de horário eleitoral gratuito, há muitos vencedores, mas um só perdedor: o Partido dos Trabalhadores. As pesquisas de intenção de voto asseguram que os petistas e seus aliados saem das urnas no dia 2 com o pior desempenho dos últimos 20 anos. O fracasso na disputa pelas 463.374 cadeiras de vereador e 5.568 prefeituras do Pais é capaz de comprometer não apenas os planos do PT para 2018 como a própria existência do partido — que corre o risco de perder seu registro na Justiça.
A novela petista segue um roteiro desenhado na origem do processo que
levou ao impeachament da ex-presidente Dilma Rousseff. A impopularidade
de seu governo, que levou a economia brasileira à pior recessão da
história, contaminou não apenas as candidaturas de seus correligionários
como levou para o debate eleitoral temas nacionais, com destaque para
corrupção, desemprego e inflação. As denúncias da operação Lava Jato,
cujas investigações fecham cada vez mais o cerco em torno do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, somada à inépcia do governo
Dilma para retomar o crescimento econômico, forneceram munição de sobra
para as campanhas dos candidatos do PSDB e do PMDB, principais
adversários do PT no Congresso Nacional. Enquanto isso, os petistas veem
seu mais tradicional eleitorado de esquerda migrar para outras siglas.
No Rio de Janeiro e Salvador, capital de um estado governado pelo PT, o
partido sequer lançou candidato próprio.
“Fernando Haddad, candidato petista à reeleição em São Paulo, se manteve
na rabeira nas pesquisas e com o maior índice de rejeição: 40%”
Em São Paulo, maior cidade do País, o candidato petista à reeleição,
Fernando Haddad, só liderou as pesquisas em um aspecto: é dele o maior
índice de rejeição, acima de 40%. Longe de ajudá-lo a decolar, como na
disputa de quatro anos atrás, o apoio do ex-presidente Lula parece
incomodar. Desta vez, o ex-sindicalista não apareceu em nenhum programa
exibido por Haddad e restringiu sua participação à campanha de rua. Lula
também não participou da campanha em São Bernardo do Campo (SP), cidade
onde criou a base da militância petista. Nas últimas pesquisas, o
candidato aparecia em quarto lugar, atrás de João Dória (PSDB), Celso
Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB).
Na capital fluminense, o PT perdeu sua principal aposta local quando
Alessandro Molon trocou a legenda pela Rede Sustentabilidade, com a qual
disputa a prefeitura. Os petistas decidiram então apoiar a deputada
federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que se destacou entre os
parlamentares pela defesa acirrada a Dilma Rousseff na votação do
impeachment. O arranjo também esbarrou na alta rejeição à candidata. Ao
todo, 38% do eleitorado dizem não votar de jeito nenhum na comunista. A
participação da própria Dilma na campanha de Jandira, nos últimos dias,
funcionou como uma pesada âncora a jogar a candidata do PC do B ainda
mais para baixo nas pesquisas. Em capitais do Nordeste, como Maceió e
João Pessoa, os candidatos do PT tiveram campanhas pífias, alcançando
apenas 3% das intenções de voto. Em Natal, pesquisas apontam 5%.
SEM MÁQUINA
Sem o financiamento privado, a expectativa de muitos candidatos era
de que a máquina pública fosse contribuir positivamente nas eleições.
“Em tese, uma campanha modesta favorece quem tem a máquina. Mas, neste
momento de grande crise e desgaste do Executivo, vai haver uma alta
renovação”, afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR). Em Porto
Alegre, o candidato Raul Pont chegou permaneceu boa parte da campanha
na segunda posição, atrás de Luciana Genro (PSOL). Ambos foram
ultrapassados por Sebastião Melo (PMDB) e Nelson Marchezan Júnior
(PSDB). Entre os prefeitos de capitais com chances reais de reeleição,
apenas um é petista. Trata-se do acreano Marcus Alexandre, de Rio
Branco. Em João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD-PB), que chegou à
prefeitura pelo Partido dos Trabalhadores, deixou a legenda após as
denúncias da Lava Jato. O caso é semelhante em Belém, onde o favorito
nas pesquisas é o atual deputado pelo PSOL Edmilson Rodrigues (PA), que
por duas vezes foi prefeito da cidade pelo PT.
“O fracasso na disputa municipal compromete não apenas os
planos do PT para 2018 como a própria existência do partido”
Entre os demais candidatos à reeleição com chances reais de vitória
estão atuais adversários petistas: ACM Neto (DEM), em Salvador; Geraldo
Júlio (PSB), no Recife; Rui Palmeira (PSDB), em Maceió; João Alves
(DEM), em Aracaju; Luciano Rezende (PPS), em Vitória, entre outros. Para
ex-prefeitos e importantes quadros que já brilharam à sombra da estrela
petista, como Luizianne Lins, de Fortaleza, João Paulo, de Recife, e
Fernando Haddad, de São Paulo, a chama vermelha de outrora parece
definitivamente apagada.
na rabeira nas pesquisas e com o maior índice de rejeição: 40%”
planos do PT para 2018 como a própria existência do partido”


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